segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

5 Tendências do Consumo Infantil


As crianças estão cada vez mais rápidas nas mudanças de comportamento

Tendências de Consumo Infantil

Uma pesquisa realizada pela TNS Global, intitulada de “Infância Influente”, com foco em crianças de seis a 11 anos, apontou 5 tendências de consumo infantil. O estudo tinha como objetivo o entendimento das marcas em relação a quem são e o que desejam os consumidores infantis e que tipo de consumidores eles se tornarão.
Confira as 5 tendências de consumo infantil:
Compreender que os pequenos têm do domínio da tecnologia: eles utilizarão cada vez mais, com mais facilidade, e absorverão mais rápido os aparatos tecnológicos naturalmente.
Empresas precisam entender que as crianças não atuam apenas como, mas também como emissores: O poder social já é forte e será potencializado pelas redes sociais. Os pequenos opinam, repassam, influenciam e são influenciados.
Autossuficiência: As informações sobre o produto ou serviço devem estar disponíveis as crianças, onde e como quiserem. Dessa forma, será necessário um update nos processos de compra e nos layouts, como por exemplo, preços, produtos e vendedores (se for off-line).
Cresce a importância do conteúdo espontâneo: A marca precisa não somente estar presente, mais também incentivar a criação de conteúdo espontâneo dos baixinhos.
Participação: Em um cenário bastante ativo, a presença da marca no dia a dia das crianças cria uma relação duradoura, e de forma quase natural, a marca precisa manter um diálogo com os baixinhos.
As empresas precisam, definitivamente, entender que as crianças de hoje definirão os tipos de consumidores do futuro. As mudanças não serão rápidas, porém trarão bons frutos no futuro.
Fonte: Mundo do Marketing

Pesquisa QPainel - criança como decisor


Interessante papel relevante do licenciamento.

Mais que influenciador, consumidor infantil é decisor

Pesquisa do recém-lançado painel QPainel Kids & Teen, do Instituto Qualibest, mostra como as crianças entre 8 a 12 anos estão se relacionando com as marcas

Por Isa Sousa, do Mundo do Marketing | 22/10/2012

isa@mundodomarketing.com.br

Consumidor infantil,criança,público infantil,Qualibest,pesquisaA relação das crianças com o consumo e com asmarcas mudou. Mais do que influenciador, o público infantil se transformou em decisor de compra e, portanto, fundamental na escolha da linguagem e do formato de produtos e serviços. A conclusão é parte do primeiro estudo do recém-lançado painel QPainel Kids & Teen, do Instituto Qualibest, que identificou de forma qualitativa e quantitativa como os consumidores de 8 a 12 anos se portam na hora de se relacionar com as marcas.
A principal conclusão em relação a este consumidor é que para conquistá-lo, licenciamento de personagens, filmes ou desenhos em diversas categorias é o caminho mais fácil. De acordo com o estudo, 30% das crianças vão de forma rotineira aos supermercados com seus pais, que mudaram os hábitos de compras mensais e passaram a frequentar os locais semanalmente.
Nos corredores dos mercados – de forma mais persuasiva - ou em casa, 64% das crianças sempre pedem para que os adultos comprem alguma coisa para elas. Com pressão ou sem, eles acabam cedendo. “Na maioria das vezes as compras são efetuadas. Na cabeça dos pequenos, o produto sempre está associado a um personagem. Seja o iogurte do Bob Esponja ou o xampu do Hot Wheels, essa relação encurta a compra. Além dos pedidos, os próprios pais criam uma relação afetiva de levar algo com o desenho que o filho ou a filha gosta”, explica Lusia Nicolino, Diretora de Marketing e Inovação do Instituto QualiBest, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Consumidor infantil,criança,público infantil,Qualibest,pesquisaNão basta visibilidade
Do banheiro ao lanche da escola, passando pelas roupas que os pequenos usam, as marcas estão inseridas na vida das crianças e elas, por sua vez, as mencionam diariamente. Segundo a pesquisa do Qualibest, porém, não basta apostar na vibilidade garantida por marcas e personagens famosos. “Do ponto de vista de posicionamento, fica mais fácil para as companhias falarem de atributos de seus produtos tendo a Pucca ou o Homem Aranha para validá-los, mas se o benefício oferecido não for entregue, não vai ter recompra. O licenciamento é um artifício que garante um caminho mais simples, mas não se sustenta sozinho”, avalia a Diretora de Marketing e Inovação do Instituto QualiBest.
Entre os personagens mais lembrados em categorias variadas pelas crianças de 8 a 12 anos estão a Barbie, a Hello Kitty e a Pucca, para o público feminino, e o Ben 10, o Homem Aranha e o Super Man, para o público masculino. As produções cinematográficas também têm destaque, como “A Era do Gelo”, que já ganhou quatro filmes, e “Madagascar”, com duas produções.
O destaque nessa relação é que ao terem opções variadas em categorias diversas, as crianças dialogam com as marcas e, em seguida, com seus pais. “Elas pensam que se existe um produto com esses desenhos, logo em seguida existirão comerciais deles. Assim, elas poderão pedir para os pais, que reconhecerão mais facilmente nas lojas, gôndolas ou farmácias o que elas querem. É um ciclo e as crianças convivem desde muito pequenas com personagens diversos que fazem parte da rotina delas”, completa Lusia.
Consumidor infantil,criança,público infantil,Qualibest,pesquisaQuem são estes consumidores?
O perfil traçado pelo Qualibest mostra que o target ainda não tem a consciência plena de que forma deve consumir e como pode economizar. “Eles sabem que não podem comprar sozinhos, e por isso mesmo pedem muito aos pais, mas não conseguem deliberar se aquilo que pedem é necessário ou supérfluo para suas vidas”, indica Lusia.
Ainda assim, a responsabilidade financeira começa a ser traçada. Na pesquisa quantitativa, o estudo definiu que metade dos entrevistados recebe mesada e, dentre estes, a maioria economiza para gastos pessoais. Poupar para adquirir itens mais caros no futuro é o objetivo de 44%, mas 29% ainda não sabem como vão gastá-lo.
Essa indecisão desse público sobre como ele próprio se percebe é outro dado apontado pela pesquisa. Quando indagados sobre os programas que mais assistem, as crianças apontam como campeão de audiência “Todo Mundo Odeia o Chris”, seriado exibido pela Record, com 75% de menções. Em seguida, temos “iCarly”, do canal pago Nickelodeon, com 70%. Ambos têm temáticas mais pré-adolescentes do que infantis. Outros que aparecem listados são “Chaves” (57%), “Carrossel” (56%), “Os Feiticeiros de Waverly Place” (54%), “Drake & Josh” (51%) e “Hannah Montana” (47%). 
Em relação aos canais mais assistidos, os principais da TV à cabo são Disney Channel (45%), Cartoon Network (40%), Nickelodeon (41%) e Disney XD (31%). Já com relação aos canais abertos, os destaques são a Globo (34%) e o SBT (32%).
Consumidor infantil,criança,público infantil,Qualibest,pesquisaConsumo consciente
Apesar da relação paradoxal da fase em que se encontram ou da forma que devem gastar suas mesadas, os consumidores infantis de 8 a 12 anos são criteriosos quando o assunto é meio ambiente e alimentação. Quando questionados sobre os hábitos praticados para manter o planeta mais saudável, a maioria dos participantes revelou fechar a torneira ao escovar os dentes (85,3%), nunca jogar lixo no chão (83,3%), não deixar as luzes acesas (70,6%) e não demorar no banho (59,8%).
As crianças também demonstraram entender que o acúmulo de resíduos pode prejudicar a natureza. Economizar papel é uma das medidas adotadas por 52,9% dos entrevistados. Dentre outras atitudes, separar o lixo reciclável faz parte do cotidiano de 37,3% e reutilizar embalagens já é rotina para 29,4%. Ao todo, apenas 2,9% disseram não fazer nada.
Nesse contexto, a alimentação também se modifica. Ainda que boa parte das crianças coma alimentos processados - salsicha (67%), linguiça (65%), nugget (58%) e hambúrguer (50%) –, é elevado o percentual que se alimenta com produtos de boa qualidade nutricional durante o almoço e jantar: arroz (98%), carne (91%), feijão (88%), macarrão (76%) e frango (73%). Até mesmo o consumo de alface, tido como um “vilão” para os pequenos, tem uma boa penetração: 72% dos entrevistados disseram comer a verdura com frequência, especialmente as meninas. Quando o assunto é batata, 64% mencionam a batata-frita como preferida, seguida de purê (51%) e cozida (36%).
Com relação ao café da manhã, a bebida que predomina entre a maioria é o leite com chocolate (83%). Frutas e sucos são consumidos por 33% e 30% das crianças, respectivamente. Dentre os demais itens da refeição matinal, o destaque é o pão (73%), seguido da bisnaguinha (45%) e do pão de forma (40%), acompanhados de margarina (47%), frios (45%) ou requeijão (35%). O lanche é similar ao café da manhã, porém, com destaque para frutas (45%), pipoca (44%), bolos (43%) e iogurtes (43%).
A relação positiva com sustentabilidade e alimentação reflete também no convívio com os pais, que não foram criados dentro desse contexto. “A consciência ambiental é muito maior. Essas crianças reconhecem que devem preservar o planeta, inclusive com o discurso de que se não tomarem atitudes para tal, seus irmãos menores ainda não terão um lugar para morar. Falta a consciência econômica, mas sem dúvida eles serão consumidores bastante diferentes”, avalia Lusia Nicolino. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

TV is losing its long status as a main entertainment


Television is losing its long established status as the main form of entertainment for children. In Britain at least, kids are spending more time surfing the internet and sending text messages than ever before, according to a new study.
Reportagem: Mark Gregory

The television set in the living room used to rule the entertainment choices of generations of British children. But that's no longer the case, at least not according to the latest annual survey of young people's media habits, carried out by the British media regulator, Ofcom.
The survey found that 12 to 15 year olds spent equal amounts of time watching TV and going online - 17 hours a week on average for each medium. And asked which media device they most valued, teenagers rated their mobile phone above the family TV set. Smart phone ownership among teenagers was found to have doubled in just 12 months.
The survey paints a picture of an increasingly tech savvy younger generation, with even very young children confident about, and familiar with, a wide variety of digital devices. The survey says the take up of digital technologies is faster among teenagers than the general population.
It also comments on the popularity of text messaging, especially among girls. Teenage girls typically send thirty or more text messages a day, 35 per cent more than boys do. Ofcom says the findings highlight the challenges parents face in keeping up with children's use of technology in order to protect them.

Source: BBC, 28/11/2012

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pesquisa Cartoon 2008

Turner divulga estudo de relação entre crianças e tecnologia
26/08/2008, 16h14
A Turner dedicou a terceira edição da pesquisa Kids Experts, feita anualmente especialmente para o canal Cartoon Network, ao estudo da relação entre as crianças e a tecnologia. O objetivo era descobrir como este público consome diferentes meios como fontes de informação e entretenimento. Baseada em entrevistas com especialistas em comportamento infantil, pesquisa respondida por cerca de 7 mil crianças no site do canal, anotações de mães sobre as atividades de seus filhos e observações dos pesquisadores durante reuniões de crianças, a pesquisa mostrou que 73% das crianças na faixa etária de sete a 15 anos têm o hábito de usar várias tecnologias ao mesmo tempo. "É uma geração que já nasceu em um mundo digitalizado. Precisamos entender melhor o nosso target, pois fazemos produtos para eles", diz Renata Policicio, coordenadora de pesquisa da Turner.
"Mesmo antes de conhecer os resultados do estudo, já buscávamos outras plataformas além da TV paga", observa Rafael Davini, responsável pela área de propaganda e marketing da Turner na América Latina, mencionando a presença do conteúdo do canal na TV Claro, na Terra TV e no serviço de video-on-demand (VOD) da Brasil Telecom. Segundo Davini, o resultado da pesquisa, além de orientar as estratégias do canal e do site, aproxima a programadora do mercado publicitário. "Apresentamos os resultados em agências de publicidade e também em empresas que trabalham com o segmento infantil. É um novo desafio para os mídias, que têm outros caminhos além da TV aberta para chegar ao consumidor", diz. Ana Carolina Barbosa - PAY-TV News

Mais dados na edição da Veja de algumas semanas atrás.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A era dos neobaixinhos

Sucesso da dupla Palavra Cantada, de música infantil educativa, e fracasso de Xuxa na TV e no cinema parecem ser um sinal de que os pais hoje buscam produtos culturais de melhor qualidade para as crianças

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Sandra Peres e Paulo Tatit, no estúdio do Palavra Cantada, com o cãozinho Pepe, que ganhou uma música em sua homenagem no CD "Carnaval'

LAURA MATTOS DA REPORTAGEM LOCAL

Super Xuxa luta contra o baixo astral: a apresentadora perdeu seu programa diário na Globo e camela para chegar a 300 mil espectadores no cinema, resultado chocho para quem contava bilheteria em milhão. A rainha dos baixinhos não manda no reino dos neobaixinhos, filhos de uma geração politicamente correta, que vêem programa educativo na TV paga, cantam música de qualidade, ouvem falar sobre aquecimento global, aprendem a reciclar lixo e até lêem poesia.
Nessa nova era -em que pais parecem estar mais preocupados com o consumo cultural das crianças- nomes como o duo musical Palavra Cantada, antes restritos a filhos de "moderninhos" e "intelectuais", ganham o grande público.
A dupla mescla a formação clássica de Sandra Peres, 44, e a popular de Paulo Tatit, 52, e tem a proposta de criar canções infantis de qualidade. Começou em 1994 vendendo CDs pelo telefone e correio. Em um esquema totalmente independente, sem o apoio de uma grande gravadora, atingiu a marca de 14 títulos lançados com 1,4 milhão de cópias vendidas e prepara a turnê do CD "Carnaval", que inclui shows no litoral e no Citibank Hall de São Paulo, em 2 e 3 de fevereiro. O álbum tem a participação de Arnaldo Antunes e seu filho, Bras, e de Mônica Salmaso. Para este ano, a dupla negocia um programa de TV com um canal fechado e um aberto.
"O sucesso do Palavra Cantada reflete uma tendência de mudança na concepção da infância", opina a educadora Gisela Wajskop, diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo - Singularidades.
Ela conta que foi convidada a dar uma palestra na Globo, anos atrás, quando a emissora acreditou que poderia transformar o programa da Xuxa em algo educativo. "O problema é que a Xuxa nunca teve essa imagem", analisa Wajskop.
Para a educadora, os pais, "que antes deixavam os filhos dançar na boquinha da garrafa, começaram a ficar mais críticos". "Isso tem a ver também com a melhoria da escolaridade no país e com os resultados negativos da geração cujos pais delegaram a educação a babás, enquanto trabalhavam para ganhar mais, achando que assim os filhos seriam felizes", afirma.
Em sua opinião, "a classe média passou a intuir que o consumo de produtos culturais mais educativos poderia melhorar a formação dos filhos, raciocínio antes mais restrito à elite".
Wajskop também aponta a "pressão da mídia" e iniciativas como a do Palavra Cantada. "Eles insistiram na marginalidade e na qualidade e criaram um espaço antes inexistente."
Tatit conta que ainda hoje, apesar do sucesso, o "dinheiro é muito apertado" e é preciso correr atrás de patrocinadores para CDs e shows. Peres lembra que tudo ficou mais difícil com a pirataria -sim, pais politicamente corretos também copiam CDs no computador.
"Nós mesmos produzimos e gravamos o nosso CD, e o Palavra Cantada só continua a existir em razão da venda dos discos. O show mal se paga."

Som das loiras
Apesar das dificuldades, Peres afirma que hoje há um mercado de música para criança, o que nem existia quando eles começaram. "A música infantil era a que chegava pela TV, cantada pelas apresentadoras. Hoje tem muita gente fazendo música infantil de qualidade."
Quem também faz sucesso nesse mercado é Hélio Ziskind, autor de sucessos do programa "Cocoricó", da Cultura, que iniciou a carreira ao lado de Tatit, no grupo alternativo Rumo.
Para Tatit, o Palavra Cantada já atingiu o topo dentro de um esquema independente. "Sabemos que, para crescer mais, precisamos ir para a televisão." Canções como "Sopa" e "Rato" só chegaram à periferia, no início desta década, graças à veiculação de clipes do Palavra Cantada na TV Cultura.
Na opinião de Peres, as crianças gostam "do humor e da poesia das músicas", que não devem ter "intenção de criar modismos". Tatit diz que, ao compor, preocupa-se "menos com o que vai dizer e mais com como dirá". "Busco construir uma sintaxe que as convença."
Além disso, o que ajudou foi a parceria com escolas, que usam as músicas da dupla nas aulas. "Os professores são a nossa rádio. As crianças chegam em casa cantando, e os pais vão atrás de nossos CDs", afirma Peres.
As escolas têm mesmo sido uma das responsáveis pelo surgimento dos neobaixinhos. "Os educadores percebem cada vez mais a importância de preservar a cultura, o folclore, de resgatar cantigas de roda e brincadeiras antigas", diz Silvia Amaral, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia.
Ela faz duas importantes ressalvas: "Esse movimento ainda não é tão intenso na rede pública e nem todos os pais têm essa preocupação com qualidade".

O que mudou
Baixinhos
Ouviam músicas cantadas por apresentadoras (loiras na sua maioria) que não tinham outra intenção a não de vender a própria imagem da moça
Curtiam hits erotizados como "Segura o Tchan", e a "Boquinha da Garrafa" que conheciam por meio de programas de auditòrio
Só contavam com a TV aberta, na qual viam os programas das loiras e uma leva de desenhos japoneses violentos

Neobaixinhos

escutam músicas de grupos alternativos ou de programas educativos como o Cocoricó, que buscam ensinar, valorizar a cultura e resgatar o folclore;
Ficam menos expostas a bizarrices, pois estão mais ligadas nos canais infantis pagos, até porque na TV aberta, fora a Cultura, ninguém investe em programa de criança;
Quase tudo o que assistem na TV paga tem uma proposta educativa, até o mala do dinossauro roxo Barney.
FSP, 27 Janeiro, ilustrada.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Pesquisa diz que meninas blogam, meninos preferem YouTube

Pesquisa diz que meninas blogam, meninos preferem YouTube
Estudos indicaram que os jovens estão mais participativos na rede: 75% declararam interagir com o conteúdo

SÃO PAULO - Uma pesquisa norte-americana concluiu que as meninas tem uma participação maior em blogs, enquanto os meninos preferem postar vídeos no YouTube. De acordo com o estudo realizado pelo Pew Internet & American Life Project, cerca de 35% das meninas preferem criar e editar blogs. Entre os meninos, apenas 20% deram preferência a essa atividade quando estão na internet. Ainda segundo a pesquisa, 54% das meninas postam fotos, enquanto somente 40% dos meninos fazem isso. No YouTube, porém, os meninos saem na frente: 19% deles postam vídeos no site. Já entre as meninas, esse índice fica em 10%.


As pesquisas indicaram também o surgimento e fortalecimento de um subgrupo de adolescentes que já representa 30% da população jovem americana. Batizado como 'super comunicadores', este subgrupo de jovens é formado em sua maioria por meninas mais velhas. Esses adolescentes se caracterizam por usarem diversos meios de comunicação - como celulares, e-mails e mensagens SMS - para estar em contato com pessoas próximas.



Os estudos constaram ainda que os jovens estão mais participativos na internet: 64% dos que têm entre 12 a 17 anos disseram criar algum tipo de conteúdo na internet e 75% deles declararam interagir com conteúdo postado, seja fotos, vídeos ou comentários em blogs.



Outros dados da pesquisa apontam que os jovens também se preocupam em compartilhar o conteúdo que publicam na rede. Quase metade dos adolescentes pesquisados disseram que postam fotos em locais onde outros possam ver e 89% deles afirmaram que comentam sites de fotos com alguma freqüência. Fonte: estadão, 10/01/08

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Crianças brasileiras são as que mais usam internet

Pesquisa em 12 países coloca internautas brasileiros de 08 a 14 anos como campeões em tempo de navegação na rede mundialA paixão do brasileiro por internet e celular começa cedo, revela uma pesquisa internacional do canal de TV a cabo Nickelodeon. Após entrevistar meninos e meninas entre 08 e 14 anos, em 12 países, os responsáveis pelo levantamento, batizado de Playground Digital, concluíram que as crianças brasileiras com acesso a essas tecnologias são as que passam mais tempo navegando na rede mundial e as que usam mais intensamente o telefone móvel.Das crianças ouvidas no Brasil, 86% acessam a internet três vezes ou mais por semana, enquanto a média mundial ficou em 70%. Com relação ao celular, 81% dos garotos e garotas brasileiros afirmaram utilizar o aparelho pelo menos três vezes por semana, marca 50% maior do que a do Japão, país que o mundo inteiro associa ao gosto por novidades digitais.Os internautas brasileiros da faixa etária analisada também são os que mais se interessam pelos sites da web 2.0, como são conhecidas as páginas em que o conteúdo é fornecido pelos próprios visitantes, e ainda os vice-campeões em compartilhamento de conteúdo – 38% disseram inserir vídeos na internet, ante 44% na China, o país líder nesse quesito.Importância nos relacionamentosUma particularidade na maneira como as crianças brasileiras usam a tecnologia é o forte apelo do computador e do celular como ferramentas para melhorar a vida social. A internet ajuda a maioria delas a ampliar a rede de amizades e a fortalecer os laços entre os colegas que já se conhecem.Em média, cada usuário da rede possui 12 amigos virtuais que ele nunca encontrou pessoalmente, índice menor apenas do que o dos chineses, onde o número chega a 13. Para 89% dos brasileiros, as páginas de relacionamento, como o Orkut, ajudam a manter as amizades, enquanto os programas de mensagem instantânea, como o MSN, estimulam contatos até mais profundos do que os presenciais, uma vez que 58% concordam que falam mais coisas por esse meio do que na conversa cara a cara.Os meninos e meninas brasileiros são ainda os que possuem o maior número de conhecidos na lista do MSN – são em média 80 nomes, quase o dobro do segundo colocado, a Holanda, com 42.Outra característica bem brasileira no uso da internet é aproveitar a rede como meio de ouvir e trocar arquivos de música. O número médio de canções arquivadas no computador das crianças brasileiras é de impressionantes 850 e a porcentagem de usuários que ouvem música no computador (81%) já supera o dos que escutam CDs no aparelho de som (78%).Para participar da pesquisa, era obrigatório ter acesso a pelo menos dois aparelhos, dentre os seis sugeridos - câmera digital, videogame, MP3 ou I-Pod, Internet, celular e pertencer a algum site de relacionamento.Recorde brasileiroA pesquisa da Nickelodeon confirma entre as crianças uma tendência já registrada nos adultos brasileiros, campeões mundiais de tempo de uso da internet em casa.Segundo o Instituto Ibope, o brasileiro com acesso à rede em casa passa 21 horas e 44 minutos por mês conectado, enquanto os americanos, segundo colocados no ranking de dez países pesquisados, passam 18h49 minutos navegando.Fonte: Exame - 29/10/2007