quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pesquisa Cartoon 2008

Turner divulga estudo de relação entre crianças e tecnologia
26/08/2008, 16h14
A Turner dedicou a terceira edição da pesquisa Kids Experts, feita anualmente especialmente para o canal Cartoon Network, ao estudo da relação entre as crianças e a tecnologia. O objetivo era descobrir como este público consome diferentes meios como fontes de informação e entretenimento. Baseada em entrevistas com especialistas em comportamento infantil, pesquisa respondida por cerca de 7 mil crianças no site do canal, anotações de mães sobre as atividades de seus filhos e observações dos pesquisadores durante reuniões de crianças, a pesquisa mostrou que 73% das crianças na faixa etária de sete a 15 anos têm o hábito de usar várias tecnologias ao mesmo tempo. "É uma geração que já nasceu em um mundo digitalizado. Precisamos entender melhor o nosso target, pois fazemos produtos para eles", diz Renata Policicio, coordenadora de pesquisa da Turner.
"Mesmo antes de conhecer os resultados do estudo, já buscávamos outras plataformas além da TV paga", observa Rafael Davini, responsável pela área de propaganda e marketing da Turner na América Latina, mencionando a presença do conteúdo do canal na TV Claro, na Terra TV e no serviço de video-on-demand (VOD) da Brasil Telecom. Segundo Davini, o resultado da pesquisa, além de orientar as estratégias do canal e do site, aproxima a programadora do mercado publicitário. "Apresentamos os resultados em agências de publicidade e também em empresas que trabalham com o segmento infantil. É um novo desafio para os mídias, que têm outros caminhos além da TV aberta para chegar ao consumidor", diz. Ana Carolina Barbosa - PAY-TV News

Mais dados na edição da Veja de algumas semanas atrás.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A era dos neobaixinhos

Sucesso da dupla Palavra Cantada, de música infantil educativa, e fracasso de Xuxa na TV e no cinema parecem ser um sinal de que os pais hoje buscam produtos culturais de melhor qualidade para as crianças

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Sandra Peres e Paulo Tatit, no estúdio do Palavra Cantada, com o cãozinho Pepe, que ganhou uma música em sua homenagem no CD "Carnaval'

LAURA MATTOS DA REPORTAGEM LOCAL

Super Xuxa luta contra o baixo astral: a apresentadora perdeu seu programa diário na Globo e camela para chegar a 300 mil espectadores no cinema, resultado chocho para quem contava bilheteria em milhão. A rainha dos baixinhos não manda no reino dos neobaixinhos, filhos de uma geração politicamente correta, que vêem programa educativo na TV paga, cantam música de qualidade, ouvem falar sobre aquecimento global, aprendem a reciclar lixo e até lêem poesia.
Nessa nova era -em que pais parecem estar mais preocupados com o consumo cultural das crianças- nomes como o duo musical Palavra Cantada, antes restritos a filhos de "moderninhos" e "intelectuais", ganham o grande público.
A dupla mescla a formação clássica de Sandra Peres, 44, e a popular de Paulo Tatit, 52, e tem a proposta de criar canções infantis de qualidade. Começou em 1994 vendendo CDs pelo telefone e correio. Em um esquema totalmente independente, sem o apoio de uma grande gravadora, atingiu a marca de 14 títulos lançados com 1,4 milhão de cópias vendidas e prepara a turnê do CD "Carnaval", que inclui shows no litoral e no Citibank Hall de São Paulo, em 2 e 3 de fevereiro. O álbum tem a participação de Arnaldo Antunes e seu filho, Bras, e de Mônica Salmaso. Para este ano, a dupla negocia um programa de TV com um canal fechado e um aberto.
"O sucesso do Palavra Cantada reflete uma tendência de mudança na concepção da infância", opina a educadora Gisela Wajskop, diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo - Singularidades.
Ela conta que foi convidada a dar uma palestra na Globo, anos atrás, quando a emissora acreditou que poderia transformar o programa da Xuxa em algo educativo. "O problema é que a Xuxa nunca teve essa imagem", analisa Wajskop.
Para a educadora, os pais, "que antes deixavam os filhos dançar na boquinha da garrafa, começaram a ficar mais críticos". "Isso tem a ver também com a melhoria da escolaridade no país e com os resultados negativos da geração cujos pais delegaram a educação a babás, enquanto trabalhavam para ganhar mais, achando que assim os filhos seriam felizes", afirma.
Em sua opinião, "a classe média passou a intuir que o consumo de produtos culturais mais educativos poderia melhorar a formação dos filhos, raciocínio antes mais restrito à elite".
Wajskop também aponta a "pressão da mídia" e iniciativas como a do Palavra Cantada. "Eles insistiram na marginalidade e na qualidade e criaram um espaço antes inexistente."
Tatit conta que ainda hoje, apesar do sucesso, o "dinheiro é muito apertado" e é preciso correr atrás de patrocinadores para CDs e shows. Peres lembra que tudo ficou mais difícil com a pirataria -sim, pais politicamente corretos também copiam CDs no computador.
"Nós mesmos produzimos e gravamos o nosso CD, e o Palavra Cantada só continua a existir em razão da venda dos discos. O show mal se paga."

Som das loiras
Apesar das dificuldades, Peres afirma que hoje há um mercado de música para criança, o que nem existia quando eles começaram. "A música infantil era a que chegava pela TV, cantada pelas apresentadoras. Hoje tem muita gente fazendo música infantil de qualidade."
Quem também faz sucesso nesse mercado é Hélio Ziskind, autor de sucessos do programa "Cocoricó", da Cultura, que iniciou a carreira ao lado de Tatit, no grupo alternativo Rumo.
Para Tatit, o Palavra Cantada já atingiu o topo dentro de um esquema independente. "Sabemos que, para crescer mais, precisamos ir para a televisão." Canções como "Sopa" e "Rato" só chegaram à periferia, no início desta década, graças à veiculação de clipes do Palavra Cantada na TV Cultura.
Na opinião de Peres, as crianças gostam "do humor e da poesia das músicas", que não devem ter "intenção de criar modismos". Tatit diz que, ao compor, preocupa-se "menos com o que vai dizer e mais com como dirá". "Busco construir uma sintaxe que as convença."
Além disso, o que ajudou foi a parceria com escolas, que usam as músicas da dupla nas aulas. "Os professores são a nossa rádio. As crianças chegam em casa cantando, e os pais vão atrás de nossos CDs", afirma Peres.
As escolas têm mesmo sido uma das responsáveis pelo surgimento dos neobaixinhos. "Os educadores percebem cada vez mais a importância de preservar a cultura, o folclore, de resgatar cantigas de roda e brincadeiras antigas", diz Silvia Amaral, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia.
Ela faz duas importantes ressalvas: "Esse movimento ainda não é tão intenso na rede pública e nem todos os pais têm essa preocupação com qualidade".

O que mudou
Baixinhos
Ouviam músicas cantadas por apresentadoras (loiras na sua maioria) que não tinham outra intenção a não de vender a própria imagem da moça
Curtiam hits erotizados como "Segura o Tchan", e a "Boquinha da Garrafa" que conheciam por meio de programas de auditòrio
Só contavam com a TV aberta, na qual viam os programas das loiras e uma leva de desenhos japoneses violentos

Neobaixinhos

escutam músicas de grupos alternativos ou de programas educativos como o Cocoricó, que buscam ensinar, valorizar a cultura e resgatar o folclore;
Ficam menos expostas a bizarrices, pois estão mais ligadas nos canais infantis pagos, até porque na TV aberta, fora a Cultura, ninguém investe em programa de criança;
Quase tudo o que assistem na TV paga tem uma proposta educativa, até o mala do dinossauro roxo Barney.
FSP, 27 Janeiro, ilustrada.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Pesquisa diz que meninas blogam, meninos preferem YouTube

Pesquisa diz que meninas blogam, meninos preferem YouTube
Estudos indicaram que os jovens estão mais participativos na rede: 75% declararam interagir com o conteúdo

SÃO PAULO - Uma pesquisa norte-americana concluiu que as meninas tem uma participação maior em blogs, enquanto os meninos preferem postar vídeos no YouTube. De acordo com o estudo realizado pelo Pew Internet & American Life Project, cerca de 35% das meninas preferem criar e editar blogs. Entre os meninos, apenas 20% deram preferência a essa atividade quando estão na internet. Ainda segundo a pesquisa, 54% das meninas postam fotos, enquanto somente 40% dos meninos fazem isso. No YouTube, porém, os meninos saem na frente: 19% deles postam vídeos no site. Já entre as meninas, esse índice fica em 10%.


As pesquisas indicaram também o surgimento e fortalecimento de um subgrupo de adolescentes que já representa 30% da população jovem americana. Batizado como 'super comunicadores', este subgrupo de jovens é formado em sua maioria por meninas mais velhas. Esses adolescentes se caracterizam por usarem diversos meios de comunicação - como celulares, e-mails e mensagens SMS - para estar em contato com pessoas próximas.



Os estudos constaram ainda que os jovens estão mais participativos na internet: 64% dos que têm entre 12 a 17 anos disseram criar algum tipo de conteúdo na internet e 75% deles declararam interagir com conteúdo postado, seja fotos, vídeos ou comentários em blogs.



Outros dados da pesquisa apontam que os jovens também se preocupam em compartilhar o conteúdo que publicam na rede. Quase metade dos adolescentes pesquisados disseram que postam fotos em locais onde outros possam ver e 89% deles afirmaram que comentam sites de fotos com alguma freqüência. Fonte: estadão, 10/01/08